Posts com Tag ‘HDTV’

HDTV com força toda em 2010

Outubro 13, 2008

Li em notícia da ADNews que a transmissão de canais em HDTV deve ganhar mais força na América Latina a partir de 2010. Então, é bom ir se preparando, comprando aos poucos a TV, o conversor e tudo mais, para não se sentir um peixe fora d’água. Eu, sigo na minha procura pelo conjunto ideal.

A reportagem completa você lê aqui:

“Segundo previsões da analista da Convergência Research, Ana Bizberg, a partir de 2010 a transmissão de canais em HDTV deve ganhar força na América Latina. O tema foi abordado na última sexta-feira (3), durante o 8º Congresso Latino-americano de Satélites.

Algumas operadoras de TV a cabo aproveitaram a ocasião para falar sobre o lançamento de novos canais em alta definição. A Net Serviços anunciou o lançamento de cinco a dez novos canais em HDTV no próximo ano.

De acordo com Marcio Carvalho, diretor de produtos e serviços da Net, a operadora dará preferência para canais que sejam 24h HDTV. Ele também disse que durante as Olimpíadas foram vendidos 20 mil decodificadores para assinantes da aperadora. Já a Sky promete canais 24h HDTV para o primeiro semestre de 2009.

Luis Otávio Marchezetti, diretor de engenharia da Sky, afirmou que a alta qualidade da TV aberta brasileira influencia os canais de TV por assinatura acelerando a adoção do padrão HDTV.

Pioneira na produção de conteúdos em HDTV entre as TVs abertas, a Globo mantém desde junho dois satélites operando simultaneamente na transmissão de jogos de futebol.

O diretor de tecnologia da emissora, Fernando Bittencourt, alerta que os efeitos dessa migração serão o aumento na demanda por satélites e a constante negociação de custos para que o projeto seja economicamente viável.

Redação Adnews”

reportagem da veja: inovações na tela da tv

Setembro 8, 2008

O futuro em exibição: TV de 82 polegadas e definição quatro vezes superior à das convencionais

Os televisores foram um dos poucos equipamentos eletrônicos a ficar por longo tempo sem inovações significativas. Eles pouco mudaram nas cinco décadas posteriores ao advento da cor, nos anos 50. Esse torpor tecnológico é agora coisa do passado. A mudança começou três anos atrás com a evolução das telas fininhas, de cristal líquido (LCD) ou plasma. Agora, as novidades têm-se sucedido num ritmo tão intenso que levaram os especialistas a prever uma transformação radical desses aparelhos nos próximos cinco anos. Uma antevisão do futuro pôde ser conferida no início deste mês na IFA, em Berlim, uma das maiores e mais tradicionais feiras de produtos eletrônicos do mundo. Um dos destaques foi um protótipo da Samsung, com resolução quatro vezes superior à dos modelos mais modernos existentes atualmente nas lojas. A tecnologia é chamada de Quadruple Full High Definition (QFHD). Surpreendente é o tamanho do painel. Tem 82 polegadas, o equivalente a 2,08 metros medidos na diagonal. Trata-se de uma qualidade de cinema, com cenas constituídas por 8 milhões de pixels, os minúsculos pontos que formam a imagem. Os aparelhos convencionais têm no máximo 2 milhões de pixels.

O principal desafio tecnológico vencido na produção do protótipo da TV foi garantir o elevado grau de resolução em uma tela de cristal líquido tão grande. Quanto maior a área, maior o tempo necessário para a formação de uma imagem. Se houver lapsos na sucessão de cenas, surgirão borrões e imperfeições evidentes no monitor. No caso desses eletrônicos, entenda-se por “lapsos” os intervalos de tempo da ordem de milissegundos. É por isso que o modelo QFHD usa uma taxa de atualização de imagem de 120 hertz – o equivalente a 120 frames por segundo. Em um televisor convencional, mesmo com alta definição, esse valor cai pela metade e pode chegar a somente 30 hertz. Microchips especialmente desenvolvidos para TVs de LCD são os responsáveis pelo aumento da velocidade da reprodução de objetos em movimento nesses aparelhos. “A tela é tão grande e o ritmo de atualização tão próximo do real que as pessoas vão assistir aos filmes como se estivessem realmente neles”, diz Sang Soo Kim, vice-presidente do Centro de Tecnologia de LCD da Samsung.

Outra inovação da QFHD é a introdução no cristal líquido de pequenas lâmpadas de LED, a sigla em inglês para diodo emissor de luz. São fabricadas com material semicondutor, semelhante ao usado nos chips dos computadores. Quando percorridas pela eletricidade, emitem luz e formam as imagens. Nas cores vermelha, verde e azul, elas foram colocadas nas bordas da tela de QFHD para realçar o colorido e a nitidez do televisor.

O mais admirável é que o aparelho da Samsung representa apenas um estágio na evolução das telonas de TV. A rede japonesa de televisão NHK criou em 2006 a Ultra-Alta Definição (U-HDTV). Nesse sistema, as imagens são formadas por 33 milhões de pixels (o quádruplo da QFHD). A resolução do equipamento é de 7.680 por 4.320 pixels. O sistema permite a criação de TVs ainda maiores – e mais perfeitas. Detalhe: o som tem 24 saídas de áudio, contra apenas seis dos atuais home theaters. A tecnologia da U-HDTV não tem prazo para sair do laboratório. A estimativa é que isso deva ocorrer somente em 2015. Por enquanto, foram feitas apenas demonstrações. Numa delas, foi usado um painel de 6,6 metros de largura por 3,7 metros de altura. O Ministério das Comunicações do Japão já investiu quase 3 milhões de dólares no projeto. A considerar o atual ritmo das inovações, o desafio será encontrar nomenclaturas como “QFHD” ou “U-HDTV” ou “Full HD” para batizar tantas novidades.

 

Link para a reportagem de Carlos Rydlewski e Vanessa Vieira aqui

como perdi minha virgindade (da alta definição)

Setembro 7, 2008

Não, ainda não é meu caso, mas me diverti muito com este texto publicado no The Times da Nova Zelândia. O título original é How I Lost my HD Virginity e ele discute as mudanças de padrão e de ideal de qualidade promovidas pela difusão dos equipamentos e programas em alta-definição. O autor defende que talvez a alta-definição, a HDTV, não seja necessariamente uma evolução da SDTV (standard definition) mas uma outra forma de ver TV…

O texto começa assim:

It’s like a drug, it’s like crystal meth, delivering a rush of hyper-clarity and sharpness straight to the head.

Getting high on high-definition TV — if it’s like a drug, it’s like crystal meth, delivering a rush of hyper-clarity and sharpness straight to the head. By Matthew Gilbert

I’d seen the morning cluck-fest a hundred times before, but never like this, as crystalline and bright as a chandelier. In the table’s mirror-like sheen, I saw reflections of the ladies’ heads, like trees on the surface of a lake.

I could almost smell the Lemon Pledge. Above the table and its happy coffee mugs, I could precisely locate the gap between Whoopi Goldberg’s front teeth. I could isolate each of her dreads. I clearly saw that comedienne Joy Behar’s mouth had been very freshly smeared with red, and that TV presenter Elisabeth Hasselbeck had wisely put lines of mascara under her small eyes, to define. Look, there, in Hasselbeck’s cleavage: a teeny, tiny cross.

e continua aqui