os 10 mandamentos da TV digital

por Ethevaldo Siqueira (para o jornal O Estado de São Paulo) 

Depois de entrevistar especialistas brasileiros e estrangeiros, nos últimos meses, consegui compilar as 10 regras básicas para o sucesso dos projetos de implantação da TV digital. Ei-las:
Melhor tecnologia – É preciso licitar a tecnologia digital com isenção e transparência. A melhor tecnologia, entretanto, não é necessariamente a mais cara nem a mais sofisticada, mas a que oferece a melhor relação custo/benefício ao País.

Mais informação – Mais de 80% dos brasileiros ainda não têm a menor idéia do que seja a TV digital. É preciso, portanto, informar a população, mostrando o que é (e o que não é) a TV digital. Para tanto, é preciso envolver toda a mídia eletrônica nesse processo educativo.

Sem demagogia – Não se pode transformar a TV digital em projeto político-partidário, até porque, com esse enfoque, o governo mais atrapalha do que ajuda.

Longa transição – A melhor contribuição do governo é elaborar um plano de longo prazo, com várias etapas, para o período de transição analógico-digital, com sucessivos testes de campo, sem caráter comercial, para grupos específicos de usuários.

Projeto industrial – É essencial que se crie um projeto industrial integrado, com a participação de fabricantes, universidade e emissoras, com vistas ao permanente desenvolvimento e à atualização tecnológica. Sem esse projeto, de nada adianta gritar contra os preços altos na fase de lançamento dos produtos, em especial dos set-top boxes. Xingar a indústria é a forma mais demagógica de tratar o assunto. Os preços só baixam com a combinação de produção em larga escala com evolução tecnológica e política tributária adequada.

Mais conteúdo – É preciso estimular a produção de documentários e filmes de alta qualidade que aproveitem todos os recursos da digitalização e do alto padrão de som surround, pois faltam bons conteúdos em alta definição.

Promessas realistas – O governo não deve criar expectativas infundadas, prometendo coisas que só o tempo e a maturação tecnológica poderão assegurar.

Interatividade demora – O mundo ainda dá os primeiros passos em matéria de interatividade. Numa perspectiva realista, só daqui a 10 anos ou mais é que teremos a decolagem maciça desse recurso.

Tudo é caro no início – É preciso reconhecer que, no início, infelizmente, toda nova tecnologia é cara. Por conseqüência, no começo, só o topo da pirâmide social tem acesso à TV digital. É o que está ocorrendo no Brasil. Não é nenhuma vergonha reconhecer que a TV digital, em seus primeiros anos, é essencialmente elitista, um privilégio das classes A e B. Assim ocorreu com o televisor em cores, o videocassete, o DVD, o celular, o computador e com o automóvel.

Futuro é IPTV – É preciso dizer, com todas as letras, que o futuro da TV digital será a IPTV, ou seja, a TV com a mesma linguagem ou protocolo da internet. Dentro de 30 anos, a TV aberta será apenas um nicho.

Veja a matéria completa aqui

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A foto deste post é do stand da Sony na IFA 2008

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